Certa vez, caminhando pela estrada, dois burricos levavam suas cargas; o primeiro, uma carga de açucar e o segundo, uma carga de esponjas. A lentos passos caminhavam e conversavam. Se conheciam a bastante tempo e embora estivessem sempre juntos, possuiam algumas diferenças: O primeiro era mais observador, o segundo um tanto impetuoso.
Contudo se relacionavam muto bem e como viajam muito e por muito tempo, coversavam sobre tudo, tudo o que viam, tudo o que pensavam e frequentemente não concordavam, suas idéias se diferenciavam, tentavam convencer umaooutro , mas raramente alguém cedia, pois também eram muito orgulhosos.
Nesta viagem que faziam conversavam sobre as cargas que levavam, o primeiro ponderava: como estava pesada a carga quer levava! com certeza iria fortalecê-lo muito; pois acreditava que todo esforço na vida precede algo bom, alguma recompença. Já o segundo vangloriava-se da sua carga de esponja ser bastante leve e ainda irritava o colega dizendo que na vida o que realmente importa é ser esperto, e ele como fora esperto se adiantou e recebeu a carga de esponjas.
E aconteceu que chegaram ao rio, onde a ponte havia rompido na noite anterior, o primeiro parou, observaou e ficou pensando sobre o que deveriam fazer. O segundo por sua vez olhou do outro lado od rio e viu indo adiante outros burros de carga e logo disse: Se passaram, significa que o rio não é muito fundo e poderemos passar também! Mas o primeiro ainda não estava seguro desta idéia e indagou: Os outros não levavam as mesmas cargas que nós e eu e você não levamos as mesmas cargas, então não podemos sempre trilhar os mesmos caminhos.
Sem chegarem a uma conclusão, o segundo ainda falando lançou-se na água e conforme adentrava o rio, foi sentindo-se mais e mais pesado, sua carga de esponjas absorvia água lentamente e antes que pudesse chegar a outra margem o burrinho foi ao fundo. Seu colega muito assustado, mas sem saber o que fazer em relação ao acontecido, foi vagarosamente entrando no rio e a lentos passos percebia que quanto mais adentrava o rio, mais leve se sentia, isso porque sua carga de açucar dissovia-se na água, desta forma conseguiu chegar ao outro lado da margem e continuar sua jornada.
E pelo caminho refletia: Na vida não basta ser esperto, é preciso ser consciente.